Parati-RJ

Uma cidade histórica que a história resolveu desgastar. Lembro-me que quando falei que iria para Parati, muitas pessoas rasgaram elogios a cidade. Impressionante como o status turístico é relevante! Confesso que me senti um visigodo por não ter ido a tal cidade ou por nunca ter me importado em conhecer a sua historia, pois bem, me preparei psicologicamente para ir e fui. A viagem foi excelente, pois fui com pessoas muito especiais e de bom humor, porém a minha impressão de Paraty foi das piores, me deparei com uma cidade suja, com a praia que contorna a cidade suja, e nada de tão interessante que transformasse Parati numa beldade história. Parati tem sua fama recente, está se transformando em uma Ouro Preto do Rio, pois a preocupação em manter a cidade com o layout antigo desprezou o mínimo de higiene, para se ter idéia, não precisamos andar muito para encontra esgoto a céu aberto, preservou-se o centro histórico e, os seus arredores foram largados a mercê da boa sorte. Preocupa-me ver a FLIP(Festa Literária Internacional de Parati) ocorrer nessa cidade que, em prol de uma cultura financeira, esqueceu de cuidar dos seus arredores. Segundo um morador, em Paraty existe uma disparidade de renda gritante, pois não existe classe média, existem os proprietários de pousadas e os seus funcionários, ou seja, a renda está concentrada nos donos das pousadas, que cobram em média a diária de R$90,00 a R$200,00 enquanto um trabalhador chega a no máximo ganhar R$800,00 por mês. Contraditória a idéia de discutir o mundo literário em Parati enquanto não se discute a própria cidade.

 

 

 

Em contrapartida tivemos um sábado de marajás, pois ficamos o dia todo visitando as ilhas que cercam Parati, que diferente da praia da cidade, são de águas cristalinas.



Escrito por Bruno Henrique às 14h03
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O PMDB e a mosca azul! Não sei se estou exagerando, mas acho que alguém contribuiu para o PMDB ser picado pela mosca azul. Será que os caciques do partido acreditam que com o PSDB irão chegar a ser titulares de alguma coisa? O interessante deste partido é que mesmo sendo grande no país não tem potencial para se líder de fato, assim como foi o partidão está sendo o PMDB, sempre mobilizou mas nunca foi eficiente e competente para dirigir a nação, no caso do PMDB, nasceu para ser complemento de algum outro partido, mas nunca para ser um líder de fato. Sem o PMDB não se governa, ele sozinho não faz nada! É interessante a coordenação política dos tucanos que vê no PMDB um Golias fácil de ser derrubado, basta observar  que, na essência é um partido partido, ninguém está com ninguém e, estão com todo mundo. Nos seus quadros não têm ninguém que tenha grande representatividade perante a nação, ninguém que seja competente diante de tantos tucanos de renome, como Aécio Neves e Jose Serra ou em outros partidos, tal como no PSB onde temos Ciro Gomes. Diante de nomes que fazem de qualquer nome do PMDB uma aventura política, seria melhor ter o PT como amigo do que como inimigo, afinal de contas, o DEM é a viúva dos tucanos e não vai querer ver o brilho da aristocracia norte-nordetina ofuscado por caipiras paulistas...

Ouçam o Jarbas Vasconcelos, que não fala nenhuma novidade, mas que deixa claro que no PMDB a única coisa que realmente existe como projeto político é a manutenção desta máquina corrupta que se tornou a maioria dos partidos políticos. Interessante é a postura da imprensa que não transformou a acusação do senador em um grande escândalo como fizeram com o mensalão. Ora, corrupção é corrupção, assim como pecado é pecado. Parece que ser corrupto é uma condição para ser político, ao menos foi essa a impressão deixada pela imprensa quando se absteve de se aprofundar no caso. Pense, é do interesse de correr contra o PMDB quando este é líder de tudo no que se refere a política? Maior Partido, Presidente do Senado, Presidente da Câmara, base do governo e possível aliado do futuro presidente da República.  Deixe que o povo padeça, a corrupção cresça e o Brasil diminua, pois a administração pública é direcionada, quem dela recebe favores já está contente.

Pensem, não podemos ter como aliado um partido que não tem projetos políticos, que não tem uma alternativa administrativa,que não tem lado, ora está com os aliados, ora está com a oposição, precisamos de um aliado que contribua intelectualmente para o desenvolvimento sustentável e para as melhores condições do nosso povo. 



Escrito por Bruno Henrique às 13h05
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A Social democracia, as fraudes, a UNE e o poder!

 

Veja que interessante, sempre que querem tirar algum benefício do cidadão usam a tese de existência de fraude como motivo, foi assim com o bilhete único que proibiram e, com o respaldo da maioria da sociedade paulistana, evidente que levando em conta a opinião da classe média que não pega ônibus, ratificaram esta posição da prefeitura de São Paulo, agora , aqueles que antes tinham posições favoráveis aos estudantes, mudaram de lado e os perseguem, primeiro foi a pressão do lobby dos proprietários dos coletivos, agora querem ceder espaço ao pensamento ganancioso dos proprietários de estabelecimentos ditos culturais.

 

Vejamos, a UNE era a única expedidora das carteirinhas, vejam vocês para que lado foram os Sociais Democratas. O então Ministro da “Educação” Paulo Renato por motivos, aparentemente políticos, pediu que fosse editada uma MP(medida provisória) para que o monopólio da UNE fosse quebrado, coincidentemente a entidade estava promovendo greves na Universidades Federais contra o corte de verbas promovidos pelo MEC. Tinha outro porém, segundo o próprio ministro, estudantes dos outros partidos, vejam só quão politizados são os estudantes da classe média alta, estavam reclamando do monopólio da UNE por ser essa dirigida pelo PC do B. É de dar orgulho tal consciência política desses estudantes!

 

A Social Democracia promove uma guerra em todas as frentes contra tudo aquilo que represente um beneficio aos menos favorecidos.

 

 

 

São estes que estarão em 2010 pedindo o seu voto de confiança para mais uma vez dirigirem o país da forma que conduziram em 1994-2002 .

 

A UNE precisa reagir com rigor aos novos acontecimentos, precisa elaborar um projeto de condução deste órgão histórico, não pode retroceder , nem deixar que a vaidade hierárquica tome conta dos corações dos seus dirigentes. Precisamos voltar ao primeiro amor, das lutas contra a ditadura, contra a opressão das idéias.



Escrito por Bruno Henrique às 10h33
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Século XXI?

Que bom seria se tivéssemos dado mais atenção ao discurso do Velho do Restelo. Que bom seria se as grandes navegações não fossem tão grandes assim, parece retrógrado, mas esta passagem de Camões é tão marcante hoje como o era naquela época. Dar ouvidos ao pensamento de parte da população da época foi um gesto nobre, pois mesmo que a maioria se apegasse ao pensamento religioso,  existia na época aqueles que sabiam aonde chegaria tanta ambição.

 

"Ó glória de mandar! Ó vã cobiça

Desta vaidade, a quem chamamos Fama!

Ó fraudulento gosto, que se atiça

C'uma aura popular, que honra se chama!

 

Como seria se não tivessem partido, nem eles e nem os outros? Mas quem detém a curiosidade humana? Quem pode impedir que o ser humano evolua?

 

Que castigo tamanho e que justiça

Fazes no peito vão que muito te ama!

Que mortes, que perigos, que tormentas,

Que crueldades neles experimentas!

 

Depois destas e de outras partidas, a Terra nunca mais foi a mesma, descobriram o vil metal em nossas terras, daí por diante nunca mais tivemos paz.

 

 

"Não tens junto contigo o Ismaelita,
Com quem sempre terás guerras sobejas?
Não segue ele do Arábio a lei maldita,
Se tu pela de Cristo só pelejas?
Não tem cidades mil, terra infinita,
Se terras e riqueza mais desejas?
Não é ele por armas esforçado,
Se queres por vitórias ser louvado?

 

 

Questionamento atual para versos antigos, presunção dar aqui a minha interpretação destes versos, mas deixo a você esta opção de tirar as suas próprias conclusões. 

O mundo não evolui e não o fará enquanto estivermos presos ao pensamento que nos condicionou a atual situação, enquanto condicionarmos a nossa sobrevivência a conquistas de povos, regiões que, assim como nós, também possuem o direito de viver.

 



Escrito por Bruno Henrique às 10h07
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Não se engane!

Uma democracia não pode ser confundida com libertinagem partidária, afinal de contas,  os partidos políticos são produtos da vaidade humana, nada tem a ver com um projeto de país, de governo ou posição ideológica, e sustento o que estou falando, basta verificar com quem se aliam .....

 

Assistimos ao horário político para entender o processo e poder escolher o(a) candidato(a)  que melhor nos represente, que coincida com a nossa visão de política e sociedade,porém, no final do horário político ficamos mais confusos ainda, pois aquele que diz defender uma determinada classe, junta-se com o suposto opositor para formar uma “aliança”, veja bem, aliança. Impossível acreditar, por exemplo, que o PPS seja um partido voltado para as causas do povo, pois não é de hoje que compõem a chapa PSDB-DEM(ex PFL), partidos estes que sempre firmaram compromissos com as causas empresariais. Não se engane, independente da sigla, a Social Democracia Brasileira nem de longe representa o pensamento de transição para uma sociedade socialista, aqui se uniu aos seus antigos inimigos, os remanescentes do Regime Militar, e formaram um bloco uníssono no congresso, tais como:  Jose Agripino, Marco Maciel, e toda a trupe do antigo PDS, sem contar Paulo Maluf. São estas pessoas que compõem com a Social Democracia Brasileira o projeto político democrático do Brasil.

O grande problema brasileiro está na falta de uma visão política e econômica que sustente uma mudança de modelo, pois a nossa esquerda insiste em dar murros em ponta de facas, sustentando pensamentos anacrônicos sem nenhuma utilização prática nos dias de hoje, não se adequaram ao sistema, viraram as costas para o presente e construíram um muro entre a retórica e a prática. Ainda guardam a cartilha comunista de estatização de tudo em detrimento da livre iniciativa. Temos que parar para pensar num Estado presente na economia, porém regulador, não dono de tudo. Temos que deixar o pensamento assistencialista de lado e construir um modelo que, gradativamente, canalize recursos para erradicação da pobreza, de forma que emancipe o beneficiário dando a ele condições de seguir com as suas próprias pernas. Temos que educar e recompensar os educadores da forma correta, não é possível que o Governo crie programas que recompense, financeiramente, famílias com filhos na escola e, não pague bem os professores para educar estas crianças.

Não se deixe ser enganado pelas propagandas partidárias de pessoas sorrindo, de prédios coloridos, de escolas que funcione e saúde no lugar, não aceite o resíduo do capital, pois é assim que a elite burocrática, legalmente possuidora do poder, trata os menos favorecidos. Faça valer o seu voto, vote em quem tem compromisso com o projeto que se propôs a realizar, compromisso com o povo e, que para o povo tenha trabalhado. Não vote em quem não respeita sua inteligência, aliando-se com a pessoa que você não queria no poder, seja consciente, use seu voto para decidir o rumo do seu país.

Pense, quanto menos Partidos Político melhor, afinal de contas, não adianta montar um partido e se aliar com outro de programa de governo diferente, se é para no final formar um bloco com o mesmo pensamento, que se fundam e forme um só partido.



Escrito por Bruno Henrique às 18h40
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O silencio dos nossos heróis

Com o surgimento do pensamento capitalista, o mundo viu surgir uma serie de defensores dos direitos dos menos favorecidos. Historiadores, sociólogos, e todas as pessoas comprometidas com o bem-estar do ser humano abraçaram a idéia. A idéia, acredito, seria a de criar um pensamento que rebatesse o peso do capitalismo e, que mostrasse ao mundo que o capital e o pensamento dos capitalistas nada favorecia aos povos e sim a um pequeno grupo de homens privilegiados.

Após a consolidação do sistema capitalista, o mundo passou a ser palco de diversos confrontos ideológicos, pessoas iam e vinham com novas teorias para resolver os problemas da sociedade, para reduzir a diferença existente entre a base e o topo da pirâmide social, isso levou ao pensamento comunista e socialista, que trouxe consigo pessoas aparentemente preocupadas com o resto do mundo. Aparentemente!

Caiu o muro, o pensamento norte-americano prevaleceu, e os nossos heróis se calaram. Mas não foi um silencio por não ter o que falar, foi um silencio pelas conveniências que o sistema capitalista nos deu. O pensamento do neo-liberal aliciou os nossos pensadores, deu um cala-te boca, garantiu-lhes que, individualmente, pudessem viver sem maiores problemas.

Os nossos historiadores, sociólogos e Cia, foram calados junto com o comunismo e o socialismo, hoje fazem coro ao lado dos capitalistas contra Cuba, contra tudo que represente a igualdade entre os povos. Fazem coro contra uma política de paternalismo, errada, porém necessária num mundo onde os menos favorecidos nunca tiveram vez. Fazem coro por um pensamento globalizado, onde ao mesmo tempo que soa moderno, age de forma tão retrograda quanto aos primeiros capitalistas. Estamos num momento delicado, pois aqueles que nos defendiam passaram para o outro lado, e os necessitados esperam daqueles que os usurpam, a solução dos seus problemas.



Escrito por Bruno Henrique às 16h23
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Sem palavras

Deparei-me com uma situação inusitada, a de não conseguir descrever o que estou sentindo, não conseguir pôr em palavras meus pensamentos. O vácuo literário me aflige como com alguém que está sem ar com um plástico sobre a cabeça. Debato-me, esperneio e nada sai. Penso, vejo imagens, sinto e fico mudo, como a única testemunha de um crime. O maior castigo para quem escreve é a ausência das palavras, as palavras são para mim como a gasolina é para o carro. Acho que estou pensando o certo no momento errado.

 



Escrito por Bruno Henrique às 18h14
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Um mundo insano

Corre-se o mundo e temos sempre a impressão de que estamos no mesmo lugar, povos, lugares, tudo padronizado. Transformaram o mundo numa coisa só, poderíamos pôr a Torre Eiffel na Avenida Paulista que passaria despercebido para um cara que acaba de sair de um shopping, estes, os shoppings, são o símbolo da padronização capitalista dos ambientes mundo a fora. Interessante é que padronizaram somente as coisas “boas” do capitalismo, as mazelas ficaram por conta de a natureza desenhá-las.

 

Olhamos para a miséria que oprime os povos, olhamos para o desdém dos grandes países para as condições de vida de boa parte da população mundial, não consigo ver no capitalismo tal como esta uma solução para tanta desgraça, não que eu seja pessimista, é que não posso acreditar nos homens, estes biblicamente são passivos de caráter. O dinheiro se tornou o deus de muitas pessoas e religiões, as pessoas são mero instrumento para que os grandes capitalistas se mantenham no poder.

 

Como dormir tranqüilo, rico, passando por vários lugares onde se encontram pessoas famintas, dormindo debaixo de pontes, em favelas? Como ser um cidadão se não praticamos a cidadania de dar ao nosso próximo a possibilidade de ser feliz? Será que só iremos acordar quando o mundo não tiver mais solução?

 

Admira-me o Ocidente professar a fé cristã quando o principio desta religião eles não seguem. Amar ao próximo parece-me um peso para ser seguido quando este pensamento contrapõe aos interesses financeiros. Como ser cristão num mundo onde o cristianismo serve só para alguns? Será que somos tão superiores a ponto de tolerar a miséria como predestinação?

    

Será que para ser eleito para a grande casa do Senhor, temos que passar por um vale de ossos eterno?

 

A imagem choca, mas é para chocar mesmo, nossa sociedade canibaliza-se para a sobrevivência de poucos. Nossa sociedade passa por um período de carência moral, de desencontro entre aquilo que queremos ser e aquilo que devemos fazer para que possamos viver em paz. Enquanto a mediocridade for a doutrina, nossos irmãos serão sugados pelo fantasma da fome e da miséria. Enquanto prevalecer o pensamento egoísta nos nossos povos, o mundo vai padecer. A África não precisa de uma Copa, a África precisa de comida!  

 

 

 



Escrito por Bruno Henrique às 15h05
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Uma França diferente.

Les hommes naissent et demeurent libres et égaux en droits. Les distinctions sociales ne peuvent être fondées que sur l'utilité commune.

 

                                

 

Tanques, aviões, armas de ultima geração, assim caminha o Ocidente rumo ao Oriente, uma nova cruzada, os novos bárbaros na guerra contra o terror! Assim, em 2007 a França se posicionou ao lado dos EUA, dando-lhes total apoio nessa nova empreitada. Sarkozy ( presidente francês) assumiu o posto chave dos EUA na Europa, ou melhor, na União Européia, há quem diga que ele é um norte-americano com passa-porte francês(!), não me parece um exagero, afinal de contas a França hoje funciona como a chancelaria norte-americana para o mundo, principalmente no que tange ao posicionamento dos EUA sobre questões no Oriente Medio. O Presidente Francês foi ao Afeganistão, por duas vezes, creio que ainda esteja lá hoje, para reafirmar o apoio e a posição da França diante desses “gangsteres de Alá”! A política externa francesa está voltada para um pensamento xenófobo de reflexões simplistas sobre os países do Oriente Médio, nada tem a ver com o Terror, é na realidade o novo separatismo Ocidental disfarçado de preocupação preventiva.



Escrito por Bruno Henrique às 11h06
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Por um país de consciência!

De tempos em tempos a sociedade desperta para assuntos que ficaram no passado. A mídia, por conveniência, “abre” espaço para o clamor do momento, sempre carregado de sensacionalismo e de argumentos investigativos duvidosos. Fala da família, como no caso Isabela Nardoni, com toda a pirotecnia peculiar a estes assuntos; discute sobre a violência como no caso da Guerra Civil do Rio de Janeiro, onde do nada, aparecem diversos casos de policiais que mataram pessoas, das milícias, dos moços do morro, tudo com a garantia da imparcialidade na informação. Pois bem, chegamos ao pensamento atual, o do povo que clama pela revisão da Lei da Anistia, do povo dos parentes perdidos, pessoas que nunca puderam enterrar seus entes queridos. Uma boa historia para nossa tão ilibada imprensa nacional. Seria excelente e uma bela demonstração de utilidade publica se não fossem estes veículos dependentes do capital e de interesses alheios aos povos que dizem representar, falam de democracia e usam de artifícios monopolistas para seduzir o povo; falam das ditaduras e da liberdade de expressão, quando no passado usaram da grande abrangência territorial de suas emissoras para negociarem regalias, privilégios e para propagar o pensamento norte-americano do anticomunismo.

   

Os militares, por outro lado, usam táticas psicológicas para fazer da imprensa um canal de pressão sobre a sociedade. Usam da historia difícil que tiveram neste país como contrapeso nas decisões da nossa sociedade. Não sei se temos que ficar sempre tratando este assunto  com luva de pelicas, afinal de contas, enquanto não esclarecermos nosso passado, nunca vamos conseguir seguir a diante. É preciso que sejam abertos os arquivos da época do regime militar para que todas as duvidas sejam respondidas. Não podemos acovardar-nos diante da cara feia dos militares, não estamos na época do regime e, menos ainda, na iminência de uma revolução comunista, estamos na época do esclarecimento e não devemos admitir que pensamentos retrógrados de um regime que nada trouxe de bom (moralmente) para este povo, dada a notória insatisfação da população e dos parentes dos desaparecidos. Me admira vê-los esperneando contra a revisão da Lei, quando este direito não deram aos brasileiros na época do AI-5. Temos que pressionar os meios de comunicação a não agirem covardemente diante da pressão militar, a Lei precisa ser revista, e todos os criminosos punidos.



Escrito por Bruno Henrique às 16h36
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Assim caminha a China

Com vários milênios de tradição, o país da pólvora volta a ser o centro das atenções do mundo, felizmente de uma forma muito menos imperativa do que antes, porém, mais assustador e mais potente do que toda a sua historia. Exagero? De forma nenhuma!

Do império à republica, do inferno à Paz Celestial, assim a China entra em cena como o país que mais cresceu nos últimos tempos, “erradicou pobreza” e, se transformou na maior potencia econômica do mundo.

Hoje, começaram as Olimpíadas, e a China mostrou ao mundo que os seus olhos estão abertos para todos os lados, sua cultura está preparada para ser distribuída para todos os cantos deste planeta.

Mostrou um Partido Comunista bem mais ao gosto de Fayol e Taylor que dos pensamentos de Marx e Engel, mostrou uma China centralizada não só politicamente, mas financeiramente, uma China tão desigual quanto aos regimes que o PC desejava liquidar.  

 

 

    Um Partido Comunista dividido entre retórica da igualdade e o hedonismo econômico.

Vivemos num mundo de profundas alterações sociais, onde o social cede lugar para um pensamento individualista e puramente degradante. A China é um exemplo de crescimento a qualquer custo, pois ao mesmo tempo em que protege os Pandas (xiong mao), se utiliza de todas as matérias primas do mundo para sustentar a pujança econômica.

Não é errado querer ser o maior do mundo, pelo contrario, pode sim pensar em crescer, desde que todos cresçam, que todos participem deste crescimento.

Não me importa que a China cresça, minha maior preocupação é de quem vai pagar a conta de todo este crescimento, pois pelo que vi, eles estão extremamente nacionalistas, espero que não dividam conosco o passivo que têm com o mundo e com a natureza.

Espero que os milhões de chineses que ainda sonham com uma China igual, possam ver seus filhos num PAÍS mais justo, onde a propaganda eficiente não seja para expor a situação parcial e sim, uma China real e igual.

A ideologia do comunismo Chinês não contrapõe o pensamento Ocidental, muda de cor a bandeira do capital para torná-lo mais agressivo, para passar ao mundo a imagem de país que construiu uma alternativa ao Ocidente, uma sociedade mais civilizada.



Escrito por Bruno Henrique às 13h51
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Pense

 

Não sei para que ponto vamos e menos ainda de qual ponto partimos, o que sei é que nos tornamos seres inanimados e desprezíveis diante da Natureza. Parece-me que para os homens (ser humano sem distinção de sexo) viverem no mundo e escassearem os recursos naturais é um ato legitimo, sendo a natureza passiva destes recursos ao homem. Como não assinar os tratados de redução da emissão dos gases nocivos ao meio ambiente? Como não colaborar com a redução do desmatamento na Amazônia? Será que somos (homens) tão auto-suficientes a ponto de não precisarmos utilizar nossos recursos naturais de maneira equilibrada e sensata?

Tudo que hoje utilizamos da Natureza não é retorno de ação do homem, pelo contrario, os malefícios desta utilização desenfreada sem uma reposição planejada é que são os frutos da ação humana. Não consigo conviver com a imagem de tanta destruição e ficar de braços cruzados rindo como se nada tivesse acontecendo. Será que esta busca pela riqueza sem limites trará conforto eterno? O que mais teremos que destruir quando não tivermos mais nada para consumir?

O homem conseguiu se esquivar das suas responsabilidades por meio do arrependimento sem compromisso, onde a sua Responsabilidade Social limitada lhe confere carta-branca para continuar agindo errado contra a natureza. O capitalismo e todas as suas vertentes camufladas de vermelho criaram através da mídia, uma forma de fazer meia-culpa sobre os seus males no mundo, que consiste em desmatar um Maracanã e construir uma quadra de tênis para compensar. O Governo faz vista grossa, a Igreja ajuda de um lado e beatifica os detonadores da natureza do outro. A CNBB cria campanhas para não parecer anti-natureza, a Santa Sé condena o Boff por ter postura pró-natureza e mais responsável, e o povo fica com cara de paisagem.....

 

Pense nos animais que entraram em extinção...será que eles não tinham o direito a vida? Será que a sua condição de animal irracional lhe impunha a pena de morte? Meu Deus!!! Como podemos conviver com tanto desmatamento, com esta matança desenfreada, com esta mentira descarada, com a cara cínica dos empresários diante dos fatos catastróficos que acontecem no mundo? Será que o homem perdeu sua sensibilidade natural, onde o mesmo vivia em conexão permanente com a Natureza? Que burrice acreditar que estamos no topo da cadeia alimentar, como podemos pensar assim se estamos consumindo todos os recursos sem repô-los? Quando não tiver mais nada para consumir, quando o mundo se transformar num deserto, quando não tivermos mais água para beber o que vamos fazer? Voltar à pré-história e praticar canibalismo?

O capitalismo como ciência é tão incompetente quanto à ignorância administrativa que ele deseja erradicar, pois não entende ou se faz de desentendido que, para a Natureza é valido a idéia de debito e credito. Enfim, peço que pensem no futuro dos seus filhos, dos seus netos e da próxima geração. Ser rico pode trazer a felicidade financeira, mas nem a sua fé vai te inocentar dos males da sua omissão diante da destruição da Natureza.

 

Vote

salve vidas http://www.animalsmatter.org

http://www.amazoniaparasempre.com.br

 

 



Escrito por Bruno Henrique às 11h59
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O intelectual é o protagonista tupiniquim do pensamento laico

 

 

O intelectual é o protagonista tupiniquim do pensamento laico

É o sujeito que deprecia, com ignorância, os demais seres viventes , é o portador da verdade e do bom gosto, é a orquídea no jardim das rosas. É o pedante, o chato!

 

A literatura nos deu este engodo da sabedoria mesquinha e egoísta, onde impera o orgulho e o profundo desconhecimento das ações ao redor. O intelectual de hoje, desconhece o racional, vive sob o pensamento romântico e simplista da vida.

Mas o que é ser intelectual?

Será que é ler literaturas (muitas) anacrônicas sem nenhum proveito humano, se não o de criar nos homens o orgulho de saber o desnecessário?  

Será que é acreditar que meia dúzia de escritores, com seus desamores, detêm poderes excepcionais?

Mas o que é literatura?

Um monte de pensamentos retrógrados sem nenhuma finalidade pratica?

Será uma forma de romantizar a vida, escondendo em lindos poemas a verdadeira necessidade humana?

Evidente que temos muitos escritores excelentes.

Falo do Romance babaca, do barroco inútil, do modernismo de curadores, dos psicopatas das letras, dos pensamentos vazios, sem sustentação e solução real.

Criamos, com isto, pessoas passivas demais aos problemas do mundo, onde a retórica literária do intelectual pesa como decisória nas ações políticas. 

Enfim, o intelectual é o cidadão esnobe que nada contribui para o desenvolvimento de uma sociedade civilizada e moralmente capaz de discutir os rumos do país que vive. É o placebo cultural, com base intelectual anacrônica, que não usa suas “habilidades” para contribuir para o desenvolvimento, e sim, para engrandecer a si mesmo, destilar egoísmo e futilidade aos povos.

É um inútil!



Escrito por Bruno Henrique às 14h40
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IV Frota

Depois de algum  tempo adormecido o Leão do norte acordou diante de uma ameaça vermelha...

Parece título de uma historia pós Segunda Guerra, porém não é. Os EUA estão mesmo reativando sua IV Frota para voltar a manter o pensamento da America Latina alinhado ao seu. Nosso países gozam de uma independência administrativa inédita no continente, com algumas exceções, os países da America Latina estão conduzindo sua economia de acordo com o pensamento dos povos que representam. Hoje Brasil, Argentina, Chile, Venezuela, Bolivia, Peru, Equador, e alguns países da America Central estão seguindo um só pensamento.  A idéia de reabilitar a IV Frota vem para ocupar o espaço perdido e, acima de tudo, deixar claro que esta independência tem dias contados. Exemplo do pensamento do império que, invadiu o Iraque contra o tirano Saddan Hussein, é a luta contra o terrorismo, para esta (na visão norte-americana) não existe fronteira,  fato que ficou claro quando, sob orientação Norte-Americana, a Colômbia invadiu parte do território equatoriano em busca das Farc’s. Isto deixa claro a intenção dos EUA com a America Latina. Sua base na Colômbia, é uma estratégia para o inconveniente esquerdista que está prosperando na região. Cabe ao Brasil e aos demais países latinos a criação de uma força de segurança do sul, integrada, equipada para nos defender de eventuais intromissões imperialistas. Parece exagero mas é a pura realidade. Os EUA não são a favor da liberdade de pensamento nem da democracia, isso foi visto quando aqui o Regime Militar ficou alinhado com o seu pensamento anti-comunista, fato que causou perdas irreparáveis; n[o Chile onde Pinochet derrubou o governo socialista de Allende; Em Cuba, que permanece num embargo incoerente com os pensamentos de liberdade dos EUA; Na Venezuela que teve Hugo Chaves como vítima de um golpe patrocinado pelos pensamentos  do Leão do Norte.....inúmeros casos latino que aconteceram por intervenção norte-americana.

Esta comunidade vai manter a linha anti-imperialismo, pois somos livres para pensar e nos defender de qualquer pensamento que nos leve a perda desta liberdade.

Bruno Henrique 



Escrito por Bruno Henrique às 16h21
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Liberdade

Uma conversa de Orkut, na comunidade America Latina para os latinos, uma resposta ao Sr. Helio.

Interessante ler que o estado democrático de direito tem dúbias interpretações, mais interessante ainda e ver pessoas, aparentemente, letradas defender uma democracia de ilusões. Dia destes estava conversando com uma colega que nesta comunidade conheci, ela estava indignada por existir pessoas que defendam posições tão superficiais como defende o Helio, disse a ela que as pessoas precisam expor seus pensamentos e, que a finalidade desta comunidade é debater os rumos do nosso continente ou a nossa região.

O fato de nossa Amazônia estar ameaçada diz respeito aos brasileiros no que diz respeito a responsabilidade de manter vigente aquilo que para o mundo é como um antídoto ao aquecimento global. Concordo com o Helio quando menciona a falta de vontade dos brasileiros e, dos latinos em geral, da falta do comprometimento com o que é seu, mas discordo da forma genérica como trata assuntos tão complicados como nossa posição ante aos Estado Unidos.

Primeiro

Vi que condenou os ditadores comunistas, socialistas e tudo mais.....mas quais ditadores?

Uma contradição ideológica, pois na nossa America latina, com exceção do Fidel Castro, todas as ditaduras foram mantidas e patrocinadas pelos EUA, não foi pela URSS, até a Ilha de Cuba era o grande bordel norte-americano na época, do também ditador, Fulgencio Batista. Podemos começar na historia das ditaduras, latino-americana, pelo Chile, afinal de contas Salvador Allende, contradizendo o pensamento do Helio, não era ditador e foi eleito pelo o povo, posteriormente foi deposto do cargo e assassinado pelo exercito dentro do palácio do governo, a mando de Pinochet, ditador que tinha o apoio da direita e do governo dos EUA. Brasil, será que preciso mencionar todos os ditadores e quem os colocou no poder?

Segundo

O povo

Como pode ser independente um povo que desde que passou a existir como nação é explorado pelos países dominantes?

Me admira ler a frase: “melhor negociar para que ambos ganhem”.

Se não for solução simplista é desconhecimento de causa, afinal de contas nunca conseguimos uma negociação em  par de igualdade com os EUA ou com qualquer país do G8, basta ver a Rodada Doha, onde ninguém consegue nada e, as negociações não levam a lugar algum.

Como negociar com um país que ao mesmo tempo em que negocia bilateralmente, cria conflitos entre os países latinos para se aproveitar politicamente de uma instabilidade continental?

Me deixa admirado é Uribe tentar se perpetuar no poder e, o Hugo Chaves ter manias de ditador, afinal de contas, até pelas palavras do Helio, o Hugo Chaves consultou a população, o Uribe o congresso. Mais engraçado ainda é que a Veja, a Época e Cia nada falaram sobre o assunto.

Acredito que em lugar de negociação onde ficamos no fundo da sala ouvindo as decisões dos grandes, devemos criar os nossos caminhos, as nossas alternativas a falácia da globalização, pois como sempre falo o modelo de globalização proposto não dá lugar aos países em desenvolvimento. Não posso pensar em negociar com países que não respeitam os direitos de liberdade (Guantánamo que o diga) não posso pensar em negociar com países que não respeitam a soberania dos demais (Iraque, Afeganistão, Equador não me deixam mentir), não posso negociar com países que não respeitam a meio ambiente (Protocolo de Kyoto).  Será que depois das guerras investidas pelos EUA ainda temos que procurar segui-los ?



Escrito por Bruno Henrique às 15h59
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